A copa do mundo está chegando, e com ela as pessoas trazem a tona seu lado patriota (que geralmente ficou escondido nos últimos quatro anos).
Eu particularmente me divirto com a bagunça, mas me irrito um pouco por ver que a sociedade brasileira, em sua grande parte, se esquece de todos os problemas e compromissos só por causa de um esporte, o futebol.
Mas a copa tem um lado atraente, especialmente pro comércio, vê-se de tudo: enfeites de cabelo, camisetas, tênis, penduricalhos de celular, cadernos, canetas, enfim, tudo bem brasileiro, bem verde e amarelo.
Nessa brincadeira eu me atenho às cores, no caso, o verde.
Verde bandeira, verde palmeira, verde floresta ombrófila densa? Que seja, o verde.
Meu verde, seu verde, nosso verde... Cadê?
Se a destruição de quase a totalidade do bioma Mata Atlântica não foi culpa nossa, a que continua ocorrendo é. Sem falar de todos os outros biomas, que são engolidos pela garganta cinza da ‘civilização’ ou esmagados pelas garras de metal do progresso.
Um exemplo?
O que você comeu ontem no jantar?
Frango? Carne bovina? Avestruz? Peixe?
Se quer realmente lutar contra o assassinato do nosso “verde palmeira”, então comece a pensar melhor sobre o cardápio de amanhã.
Mas vamos voltar ao assunto do momento, a febre: O FUTEBOL.
Quem aqui, como eu, vive em São Paulo e testemunhou o terror e o medo que assolaram o estado em 2006, quando a facção criminosa, o primeiro comando da capital (PCC), tomou conta?
Sem entrar em detalhes (como a omissão do governo estadual perante esse atentado contra a paz e a vida), quero lembrá-los de uma das reivindicações da facção:
Televisores de plasma para que os presidiários pudessem acompanhar os jogos da Copa do Mundo de Futebol.
Isso mesmo, pasmem, mas quando os jogos começaram os ataques à sociedade cessaram (seja porque obtiveram a satisfação de suas exigências, seja porque pararam para assistir, não sei) e isso me fez pensar muito na época. Se os jogadores se recusassem a jogar enquanto os traficantes não parassem de matar ou os políticos de roubar, será que surtiria pelo menos um pouquinho de efeito?
Sabendo como o brasileiro é viciado em futebol, eu acredito que esse tipo de ação teria, de fato, uma reação positiva.
Quem aqui sabe que o Corinthians (clube paulistano) em parceria com o Banco Cruzeiro do Sul, lançou o projeto “Jogando pelo meio ambiente”?
Funciona assim: a cada partida que o Corinthians jogar serão plantadas 100 árvores e mais 100 a cada gol a favor.
Tem mais, haverá ações de educação ambiental para os torcedores do Corinthians, incluindo oficinas e distribuição de brindes com conteúdos educativos nas partidas.
Bacana né? Só acho que deveria ser mais divulgado e os outros times poderiam copiar a idéia.
Parabéns Corinthians, finalmente estamos usando uma ‘paixão nacional’ para o bem da nação (e do planeta).
Todos os jogos da copa poderiam trazer a temática ambiental para a mídia e para a população... Já imaginou a transformação 'verde bandeira' que isso iria causar?
Obs: Não torço para nenhum time de futebol, apenas divulgo uma excelente atitude
socioambiental.
Criei esse espaço após reflexão sobre minhas necessidades (gritantes) de dividir com o mundo as preocupações que me tiram o sono, as utopias que me alegram o dia, as amarguras de batalhas perdidas, o contentamento das guerras vencidas e a certeza de que somos muitos e juntos somos mais fortes. O ponto de partida é o agora e a meta é a sobre-vivência.
sábado, 15 de maio de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Não podemos usar a Terra como mercado ou lixo simplesmente porque é a nossa casa!
(urso polar se refrescando no pouco gelo que restou - efeitos do aquecimento global.Fonte: Divulgação Web)
Entende que uma simples atitude sua afeta todo o globo?
Você sabia que somos responsáveis de várias maneiras pela morte de ursos polares e demais animais do delicado ambiente ártico, assim como por sua destruição e contaminação?
Eu explico...
Já reparou como São Paulo faz 35º C em uma semana e na semana seguinte a temperatura cai pra uns 18º C? Isso fez todo mundo na terrinha congelar (choque térmico, creio eu). Ontem cheguei da faculdade e deitei no sofá com meu edredom e meu gato e ocorreu o inevitável: adormeci. Acordei já era alta madrugada e na televisão passava uma edição de um documentário que adoro, 'A Terra vista de cima', na HBO2.
Exatamente no momento que localizei os óculos e o controle remoto para desligar a tv, me deparei com uma cena que fez meu estômago se contorcer...
Era um ursopolar MAGRO lutando contra o aquecimento global. Ele era praticamente pele e osso, pois com o derretimento das calotas polares, ele não consegue caçar (se afoga).
Eu já vi diversas fotos e até vídeos sobre ursos polares vítimas dos GEE*, assim como li sobre eles passarem fome, mas nunca tinha visto um urso magro daquela maneira, se arrastando sem forças.
Quando eu pensei que nada pior poderia acontecer aos ursos polares tive outra surpresa: O PCB!
(agora você vai entender o inicio do post)
Numa busca rápida pela internet achei mais informações sobre ele.
Os bifenis policlorinados (PCB) e outros químicos orgânicos, como o DDT, são conhecidos por se acumularem quando um animal come outro, num processo conhecido como bioampliação, o processo é simples, uma vez que se acumulam em tecidos gordurosos (a concentração de PCB na gordura da foca chega a ser 3 bilhões de vezes maior que nas algas, gordura esta que é a principal parte da alimentação de ursos polares), a absorção se inicia nas algas, passando por toda cadeia alimentar, como o camarão, o peixe, a foca e por fim o urso polar (segundo estudo da WWF as orcas são no momento as mais afetadas pelo químico).
O AMAP - Programa de Avaliação e Monitoramento do Ártico - já fez o alerta sobre esses poluentes que chegam através da água e do ar, vindos de outras partes do mundo (olha nossa sujeira local sufocando o planeta inteiro).
Apesar de ser cancerígeno e ter seu uso proibido em muitos lugares do ocidente, ainda são largamente utilizados.**
Uma frase fechou o documentário (e a noite) e me fez pensar muito...
"Não podemos usar a Terra como mercado ou lixo simplesmente porque é a nossa casa"
O que me chamou a atenção?
Simples, o NOSSA casa... Não minha, nem sua, mas nossa e, sendo nossa casa, temos todos, o direito à vida e o dever de mantê-la e preservá-la.
Já reparou que os animais irracionais a mantém, protegem e também a dividem conosco sem grandes dificuldades, enquanto nós, animais racionais, a destruímos, sujamos e achamos que temos todos os direitos sobre o uso da 'propriedade' Terra...
Matamos as outras espécies e matamos a nós mesmos.
Posso ser sincera?
Eu não entendo toda essa nossa racionalidade.
...
Notas de roda pé:
· *GEE: Gases potencializadores do efeito estufa.
· ** Aplicações dos bifenis policlorinados (PCBs) :
São utilizados como líquidos refrigerantes, lubrificantes e isolamento para equipamentos elétricos, assim como em tintas, plásticos, corantes, madeira e borrachas. Os PCBs acumulam-se na gordura humana e na cadeia alimentícia; são encontrados em rios e lagos. Os PCBs enfraquecem o sistema imunológico, afetam o desenvolvimento neurológico, atuam como estrogênio e afetam a função tireoidiana.
O bisfenol-A é um composto encontrado nos plásticos. É usado na fabricação de discos compactos, garrafas de plástico, revestimento de latas de alimentos e selantes dentais. Ele passa do plástico para os alimentos e para o meio ambiente. O bisfenol-A produz efeitos similares ao estrogênio sobre as células cancerosas da mama receptoras de estrogênio.
terça-feira, 16 de março de 2010
Filhos da interatividade!
Boa tardeeeeeeeeee e que linda tarde.
Fiz um twitter¹ e com esse negócio de 'mensagens instantâneas' eu estou vislumbrando um mundo estranho... Exato, é o mundo digital do 'fale rapidamente', maaaais rapidamente ainda (é possível?).
Você pode mandar várias mensagens em poucos minutos; pode falar sobre o trabalho, relacionamentos, reproduzir notícias ou apenas fazer fofoca.

Como disse o Marcelo Tas em uma entrevista: "As empresas tem que ouvir".
E é isso mesmo, hoje conseguimos contatar pessoas antes 'inalcançáveis' para meros mortais (você, eu??)
Então que tal aproveitar essa onda democrática (até demais, felizmente) e começar a cobrar o que é certo? Não sabe como?
A marca X está realizando testes em animais, a indústria Y está poluindo a natureza e/ou utilizando mão de obra escrava, a celebridade Z incitou a violência contra alguma minoria, através de declaração preconceituosa; o político W foi envolvido num escândalo de corrupção; há um PL² importante sendo votado, escreva para os vereadores envolvidos, emita opinião.
Podemos acompanhar as ações de uma empresa, figura pública e até mesmo do nosso governo, tudo através da internet (não, não é graças ao twitter, ele é apenas mais uma ferramenta, foi só meu 'gancho' para iniciar esse post).
Faça-se ouvir e grite muiiiiiito. Você pode, a vida digital precisa.
Diversas leis já foram aprovadas, houve ajuste em programas de televisão, retratação por publicidade ofensiva, mudanças na conduta de organizações e vários outros acontecimentos se deram graças ao movimento virtual, às manifestações de internautas e suas divulgações.
Isso me lembra o carnaval de 2007, quando a apresentadora Luciana Gimenez desfilou como rainha da bateria da escola de sambo carioca Imperatriz Leopoldinense, utilizando 70 rabos de raposas tingidos. Eu me revoltei e comecei a exigir satisfações*... A informação vazou pela rede (propositalmente e devidamente divulgada) e Gimenez recebeu tantos e-mails que dias depois levou a fantasia em seu programa (ao vivo) e disse que concordava com as críticas, que sua roupa era sintética.
Ponto para interatividade =)
O consumidor tem nas mãos um poder que desconhece. Tudo que se produz é porque se vende. Se você boicota um produto e diz pro fabricante o porque de estar boicotando, você faz com que seu incômodo seja sanado. Você mostra quem é que manda.
Por que diversas marcas estão investindo em produtos 'verdes'? Porque a cada dia cresce mais e mais a demanda por tais bens e serviços.
Então, caro e paciente leitor, mostre a que veio. Tweet³ muito, escreva e-mails, notícias, telefone, ligue, movimente seus dedinhos frenéticos e sedentos por esclarecimentos.
Mas fica o adendo, igualmente importante é o discernimento. Nem tudo que se lê de fato o é.
Naveguem muito e boa sorte por esses mares revoltos.
--
Notas de rodapé:
1 - Rede social e servidor para microblogging, permite aos usuários que enviem e leiam atualizações pessoais de outros (máximo de 140 caracteres).
Meu twitter: http://twitter.com/renatatb
2 - Projeto de Lei consiste em um texto (que ainda não detém força de lei) que pode ser elaborado por iniciativa de um ou parte dos membros das Casas do Legislativo, pelo chefe do respectivo Executivo ou ainda por iniciativa popular.
3 - Tweet é o ato de postar mensagens no Twitter.
* Junto com a equipe do Ativismo.com, veja matéria: http://www.ativismo.com/site/index.php?option=com_content&view=article&id=51:marqus-de-sapuca--palco-sangrento-no-carnaval&catid=20&Itemid=89
Fiz um twitter¹ e com esse negócio de 'mensagens instantâneas' eu estou vislumbrando um mundo estranho... Exato, é o mundo digital do 'fale rapidamente', maaaais rapidamente ainda (é possível?).
Você pode mandar várias mensagens em poucos minutos; pode falar sobre o trabalho, relacionamentos, reproduzir notícias ou apenas fazer fofoca.
Imagem do pássaro símbolo do microblogging.
Fonte: Divulgação Web.
Essa revolução digital toda tem um excelente ponto: Agora temos voz!Fonte: Divulgação Web.
Como disse o Marcelo Tas em uma entrevista: "As empresas tem que ouvir".
E é isso mesmo, hoje conseguimos contatar pessoas antes 'inalcançáveis' para meros mortais (você, eu??)
Então que tal aproveitar essa onda democrática (até demais, felizmente) e começar a cobrar o que é certo? Não sabe como?
A marca X está realizando testes em animais, a indústria Y está poluindo a natureza e/ou utilizando mão de obra escrava, a celebridade Z incitou a violência contra alguma minoria, através de declaração preconceituosa; o político W foi envolvido num escândalo de corrupção; há um PL² importante sendo votado, escreva para os vereadores envolvidos, emita opinião.
Podemos acompanhar as ações de uma empresa, figura pública e até mesmo do nosso governo, tudo através da internet (não, não é graças ao twitter, ele é apenas mais uma ferramenta, foi só meu 'gancho' para iniciar esse post).
Faça-se ouvir e grite muiiiiiito. Você pode, a vida digital precisa.
Diversas leis já foram aprovadas, houve ajuste em programas de televisão, retratação por publicidade ofensiva, mudanças na conduta de organizações e vários outros acontecimentos se deram graças ao movimento virtual, às manifestações de internautas e suas divulgações.
Isso me lembra o carnaval de 2007, quando a apresentadora Luciana Gimenez desfilou como rainha da bateria da escola de sambo carioca Imperatriz Leopoldinense, utilizando 70 rabos de raposas tingidos. Eu me revoltei e comecei a exigir satisfações*... A informação vazou pela rede (propositalmente e devidamente divulgada) e Gimenez recebeu tantos e-mails que dias depois levou a fantasia em seu programa (ao vivo) e disse que concordava com as críticas, que sua roupa era sintética.
Ponto para interatividade =)
O consumidor tem nas mãos um poder que desconhece. Tudo que se produz é porque se vende. Se você boicota um produto e diz pro fabricante o porque de estar boicotando, você faz com que seu incômodo seja sanado. Você mostra quem é que manda.
Por que diversas marcas estão investindo em produtos 'verdes'? Porque a cada dia cresce mais e mais a demanda por tais bens e serviços.
Então, caro e paciente leitor, mostre a que veio. Tweet³ muito, escreva e-mails, notícias, telefone, ligue, movimente seus dedinhos frenéticos e sedentos por esclarecimentos.
Mas fica o adendo, igualmente importante é o discernimento. Nem tudo que se lê de fato o é.
Naveguem muito e boa sorte por esses mares revoltos.
--
Notas de rodapé:
1 - Rede social e servidor para microblogging, permite aos usuários que enviem e leiam atualizações pessoais de outros (máximo de 140 caracteres).
Meu twitter: http://twitter.com/renatatb
Twitter (em inglês) é o cantar entrecortado dos pássaros, caracterizado por sons curtos, agitados e agudos.
(essa definição pode ser encontrada no dicionário monolíngue Longman).
(essa definição pode ser encontrada no dicionário monolíngue Longman).
2 - Projeto de Lei consiste em um texto (que ainda não detém força de lei) que pode ser elaborado por iniciativa de um ou parte dos membros das Casas do Legislativo, pelo chefe do respectivo Executivo ou ainda por iniciativa popular.
3 - Tweet é o ato de postar mensagens no Twitter.
* Junto com a equipe do Ativismo.com, veja matéria: http://www.ativismo.com/site/index.php?option=com_content&view=article&id=51:marqus-de-sapuca--palco-sangrento-no-carnaval&catid=20&Itemid=89
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segunda-feira, 1 de março de 2010

(Cidade de Pelluhue - Chile, inundada no domingo.)
Fonte G1.
Fonte G1.
Que fim de semana mais bizarro, não?
Não se ouvia outra coisa a não ser: "Terremoto no Chile afeta mais de 2 milhões de pessoas"
O mundo nem se recuperou da tragédia no Haiti e o Chile passa por semelhante tormento.
Um tremor de magnitude 8,8 na Escala Richter¹, o maior registrado no país em 50 anos, fez tremer
o Chile (também refletiu por alguns estados do Brasil, como São Paulo) e colocou em estado de alerta toda a costa do pacífico.
Não é a primeira vez que terremotos refletem aqui na terrinha. Ainda sinto um certo alívio por estarmos sobre a placa tectônica sulamericana, mas me pergunto se estamos realmente seguros...
Eu tinha tanta coisa pra falar, tantas dúvidas e protestos pra dividir com vocês. Até que ponto esses fenômenos naturais são simples fenômenos naturais e como saber se foram 'incentivados' por ações antrópicas²?
Nesse momento eu não tenho vontade de fazer nada. sinto um gosto amargo na boca (como diz minha mãe: 'gosto de guarda-chuva') e um estranho pesar nas pálpebras.
Espero que o Chile possa se reerguer após esse desastre.
Acho que podemos definir esse fim de semana como triste, pra muita, muita gente...
... e essa tristeza é compartilhada pela humanidade!
Notas de rodapé:
¹Escala que mede abalos sismicos, desenvolvida em 1935 pelos sismólogos Charles Francis Richter e Beno Gutenberg.
²Decorrente de ações humanas.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
FELIZ ANIVERSÁRIO, SÃO PAULO!
Sampa do maravilhoso e do horrível, do belo e do feio, do quente e do gelado, da riqueza e da pobreza, do acesso e da distância, da igualdade e da diferença.
Sampa diversidade: parabéns.
Minha cidade querida, a qual cuido, brigo, amo.
Hoje, um dia após seu 456º aniversário, completa-se 35 dias de chuvas diárias na capital.
Não vou falar dos estragos, prejuízos, dos desabrigados ou dos mortos em todo estado; isso está exposto mídia afora, para o triste conhecimento de todos.
O que me indigna é pensar que essa situação poderia ser evitada, ou pelo menos atenuada (se governo e população estivessem interessados de verdade).
Desejo pra você, minha cidade querida, que continue sendo sinônimo de trabalho, cultura, oportunidade, alegria, riqueza, informação, variedade, respeito. Mas principalmente, que mude o que deve ser mudado: que erradique a pobreza, a violência. Que a população respeite a cidade, seus habitantes e visitantes. Que as ruas se tornem limpas, permeáveis, verdes. Que nossa mata atlântica - tão castigada - possa enfim ser tratada com o carinho e a gratidão que merece. Desejo metrô (transporte metroplitano), muito metrô, muita ciclovia, muito ônibus (de preferência que funcione com energia renovável e que não seja poluente, muito edificio verde), painel de energia solar e tudo mais que fará dessa cidade, r-e-a-l-m-e-n-t-e, SUSTENTÁVEL.
Deixo agora pra vocês de presentinho a letra - muito bem escrita - de Caetano Veloso: 'Sampa'.
P.S: Estou pensando seriamente em comprar uma galocha...
.
.
.
'Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa'
Sampa diversidade: parabéns.
Minha cidade querida, a qual cuido, brigo, amo.
Hoje, um dia após seu 456º aniversário, completa-se 35 dias de chuvas diárias na capital.
Não vou falar dos estragos, prejuízos, dos desabrigados ou dos mortos em todo estado; isso está exposto mídia afora, para o triste conhecimento de todos.
O que me indigna é pensar que essa situação poderia ser evitada, ou pelo menos atenuada (se governo e população estivessem interessados de verdade).
Desejo pra você, minha cidade querida, que continue sendo sinônimo de trabalho, cultura, oportunidade, alegria, riqueza, informação, variedade, respeito. Mas principalmente, que mude o que deve ser mudado: que erradique a pobreza, a violência. Que a população respeite a cidade, seus habitantes e visitantes. Que as ruas se tornem limpas, permeáveis, verdes. Que nossa mata atlântica - tão castigada - possa enfim ser tratada com o carinho e a gratidão que merece. Desejo metrô (transporte metroplitano), muito metrô, muita ciclovia, muito ônibus (de preferência que funcione com energia renovável e que não seja poluente, muito edificio verde), painel de energia solar e tudo mais que fará dessa cidade, r-e-a-l-m-e-n-t-e, SUSTENTÁVEL.
Deixo agora pra vocês de presentinho a letra - muito bem escrita - de Caetano Veloso: 'Sampa'.
P.S: Estou pensando seriamente em comprar uma galocha...
.
.
.
'Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa'
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Feliz 465º aniversário SAMPA
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Hum... que sede!
Eu estava deitada no sofá, com um gato no colo e o controle remoto na mão, zapeando os canais em busca de alguma coisa que valesse a pena. Meus olhos estavam quase se fechando de tanto sono quando algo chamou minha atenção, um documentário chamado ‘A Terra vista de cima’ episódio 2.
O tema era a questão da água (ou da falta dela) e muito se falou sobre as dificuldades de populações para obtê-la.
Fiquei pensando nisso e decidi buscar algumas informações extras, que assustada, dividirei com vocês nas próximas linhas.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) a cada 19 segundos morre uma criança no planeta, vítima de conseqüências causadas pela falta de saneamento, há também mais de 1 bilhão de pessoas que não possuem acesso a água doce no mundo.
O Brasil contém aproximadamente 12% da água doce do mundo e 20% da população mais pobre do país tem o pior acesso à água e ao esgoto que os habitantes do Vietnã; ainda segundo o Pnud.
De acordo com estimativas do relatório de 2006 da Agência Nacional de Águas (Ana), somente 54% dos domicílios brasileiros têm acesso a coleta de esgoto.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) os brasileiros gastam cinco vezes mais água que a quantia recomendada.
De toda a água mundial, apenas 0,02% está disponível para consumo humano. A maior concentração de água doce encontra-se no Brasil, com destaque para o maior aqüífero conhecido do mundo: O AQÜÍFERO GUARANI, com uma área de mais de 1,2 milhões de km2 e que ainda pode conter mais de 40 mil quilômetros cúbicos de água (o que é superior a toda a água contida nos rios e lagos de todo o planeta).
Mas não precisamos de dados numéricos para perceber que vivemos num país ‘abençoado por deus e bonito por natureza’, com água em abundancia.
O problema é que as pessoas pensam que a água é um recurso infindável, o que está longe de ser verdade.
O volume de água no planeta não vai mudar, é fato, mas a qualidade e a potabilidade da água muda sim.
Provavelmente você que está lendo esse texto é, assim como eu, uma pessoa privilegiada, que tem acesso à água potável, coleta de esgotos e meios de buscar informação.
É importante lembrar que a água que há no país verde e amarelo não tem apenas a finalidade de satisfazer as necessidade (e futilidades) humanas.
Existe todo um ecossistema que depende do equilíbrio dessas águas, de seu uso respeitoso.
Certa vez numa palestra ouvi a seguinte frase: ‘uma sociedade que joga seus dejetos na água, não respeita a si mesma’.
Isso ficou na minha cabeça e comecei a perceber que é verdade; envenenamos nosso própria bebida, contaminamos e enchemos de resíduos os rios que nos abastecem.
Jogamos esgoto em rios e oceanos, quase sempre sem tratamento algum. Contaminamos nossos lençóis freáticos com milhares de ‘porcarias’ que jogamos no solo.
Temos uma cultura viciada e doentia, onde a natureza é nosso lixão particular e, acreditamos que esse lixo todo foi eliminado, que não irá voltar pra nós.
Mas há uma conexão, a natureza tem um ciclo natural. Como disse o chefe indígena Seatle: “O que for feito à terra, recaíra sobre os filhos da terra. Há uma ligação em tudo”.
Quer ver um exemplo do que estou falando? Vivo na maior e, me atrevo a dizer que a mais barulhenta, cidade brasileira: São Paulo. Andando pelos bairros da capital paulista é fácil observar as ruas cheias de lixo (em sua maioria material reciclável, como garrafas pet e papel de bala), esses materiais (somados a impermeabilização do solo, destruição de mata ciliar, etc) contribuem para a cidade ficar submersa em dias de chuva contínua.
O que fazer então? Respeitar!
Você não precisa amar ninguém, mas deve respeito a todos. A regra é a mesma.
Você joga lixo no chão da sua casa? Por que então você joga no chão da sua cidade?
Você desperdiça a cerveja jogando-a fora (como mostrava num antigo comercial sobre desperdício de água)? Por que então você faz isso com a água?
Calçadas e carros não sentem sede. Aproveite a chuva para lavá-los, utilize água de reuso, sempre use baldes, nunca mangueira.
Mude os hábitos.
Num mundo onde tanta gente morre de sede, valorize a água que sai da sua torneira.
Colabore para que não nos tornemos parte das tristes estatísticas sobre escassez de água.
Eu estava deitada no sofá, com um gato no colo e o controle remoto na mão, zapeando os canais em busca de alguma coisa que valesse a pena. Meus olhos estavam quase se fechando de tanto sono quando algo chamou minha atenção, um documentário chamado ‘A Terra vista de cima’ episódio 2.
O tema era a questão da água (ou da falta dela) e muito se falou sobre as dificuldades de populações para obtê-la.
Fiquei pensando nisso e decidi buscar algumas informações extras, que assustada, dividirei com vocês nas próximas linhas.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) a cada 19 segundos morre uma criança no planeta, vítima de conseqüências causadas pela falta de saneamento, há também mais de 1 bilhão de pessoas que não possuem acesso a água doce no mundo.
O Brasil contém aproximadamente 12% da água doce do mundo e 20% da população mais pobre do país tem o pior acesso à água e ao esgoto que os habitantes do Vietnã; ainda segundo o Pnud.
De acordo com estimativas do relatório de 2006 da Agência Nacional de Águas (Ana), somente 54% dos domicílios brasileiros têm acesso a coleta de esgoto.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) os brasileiros gastam cinco vezes mais água que a quantia recomendada.
De toda a água mundial, apenas 0,02% está disponível para consumo humano. A maior concentração de água doce encontra-se no Brasil, com destaque para o maior aqüífero conhecido do mundo: O AQÜÍFERO GUARANI, com uma área de mais de 1,2 milhões de km2 e que ainda pode conter mais de 40 mil quilômetros cúbicos de água (o que é superior a toda a água contida nos rios e lagos de todo o planeta).
Mas não precisamos de dados numéricos para perceber que vivemos num país ‘abençoado por deus e bonito por natureza’, com água em abundancia.
O problema é que as pessoas pensam que a água é um recurso infindável, o que está longe de ser verdade.
O volume de água no planeta não vai mudar, é fato, mas a qualidade e a potabilidade da água muda sim.
Provavelmente você que está lendo esse texto é, assim como eu, uma pessoa privilegiada, que tem acesso à água potável, coleta de esgotos e meios de buscar informação.
É importante lembrar que a água que há no país verde e amarelo não tem apenas a finalidade de satisfazer as necessidade (e futilidades) humanas.
Existe todo um ecossistema que depende do equilíbrio dessas águas, de seu uso respeitoso.
Certa vez numa palestra ouvi a seguinte frase: ‘uma sociedade que joga seus dejetos na água, não respeita a si mesma’.
Isso ficou na minha cabeça e comecei a perceber que é verdade; envenenamos nosso própria bebida, contaminamos e enchemos de resíduos os rios que nos abastecem.
Jogamos esgoto em rios e oceanos, quase sempre sem tratamento algum. Contaminamos nossos lençóis freáticos com milhares de ‘porcarias’ que jogamos no solo.
Temos uma cultura viciada e doentia, onde a natureza é nosso lixão particular e, acreditamos que esse lixo todo foi eliminado, que não irá voltar pra nós.
Mas há uma conexão, a natureza tem um ciclo natural. Como disse o chefe indígena Seatle: “O que for feito à terra, recaíra sobre os filhos da terra. Há uma ligação em tudo”.
Quer ver um exemplo do que estou falando? Vivo na maior e, me atrevo a dizer que a mais barulhenta, cidade brasileira: São Paulo. Andando pelos bairros da capital paulista é fácil observar as ruas cheias de lixo (em sua maioria material reciclável, como garrafas pet e papel de bala), esses materiais (somados a impermeabilização do solo, destruição de mata ciliar, etc) contribuem para a cidade ficar submersa em dias de chuva contínua.
O que fazer então? Respeitar!
Você não precisa amar ninguém, mas deve respeito a todos. A regra é a mesma.
Você joga lixo no chão da sua casa? Por que então você joga no chão da sua cidade?
Você desperdiça a cerveja jogando-a fora (como mostrava num antigo comercial sobre desperdício de água)? Por que então você faz isso com a água?
Calçadas e carros não sentem sede. Aproveite a chuva para lavá-los, utilize água de reuso, sempre use baldes, nunca mangueira.
Mude os hábitos.
Num mundo onde tanta gente morre de sede, valorize a água que sai da sua torneira.
Colabore para que não nos tornemos parte das tristes estatísticas sobre escassez de água.
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Água é a nossa maior riqueza
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
A primeira coisa que me falaram quando entrei na faculdade foi:
"Cuidar de meio ambiente é cuidar de gente, não da pra separar as duas coisas".
Desde o inicio eu entendi o que isso queria dizer, na verdade a cada dia eu tenho mais certeza disso.
Eu estive correndo com o fim de ano e acumulei três textos que fiz pra postar aqui pra vocês, sobre a COP15, sobre o natal e outro de ano novo; mas hoje vou atropelar a ordem natural das coisas, porque esse inicio de 2010 me chamou a atenção (mais uma vez) pra esse fato tão obvio: 'não da pra separar as duas coisas'...
As chuvas estão fortes por aqui e a terrinha da garoa há muito se tornou a terra da tempestade. Ao mesmo tempo em que diversas cidades são atingidas e muitas vidas se perdem. O governo culpa a chuva, a chuva castiga o povo, o povo culpa o governo e todos culpam deus. Mas será que ninguém tem culpa??
Certa vez eu e meu grupo de faculdade fizemos um trabalho sobre Angra dos Reis - RJ, a região com a maior quantidade de Mata Atlântica preservada do Brasil. Coincidencia ou não, eu faria uma viagem e passaria por Angra, o que muito me alegrou, pois além de me ajudar no trabalho acadêmico, ainda poderia ver de perto esse paraíso.
Mas ao chegar (pelo oceano) a decepção:
Deparei-me com construções feias (sim, porque nem a casa mais luxuosa é bonita se estiver construida no meio da natureza. É como uma cicatriz num belo rosto), um shopping gigante, 'coisas' enormes perfurando o solo atras do ouro negro, usina nuclear, a água turva e oleosa pelo excesso de embarcações e muito barulho.
O belo se manteve nas ilhas, acessíveis apenas aos turistas dispostos a gastar em abusivas 'viagens' de barquinho.
Onde estava a natureza selvagem, parte dos 7% sobreviventes de mata atlântica? Sim, sobraram apenas 7% desse bioma... E os outros 93%? O homem comeu (tendo como pratos principais a pecuária e a especulação imobiliária).
Voltei pra terra da garoa, ops da tempestade, do trânsito e da poluição; revoltada e desapontada. Pesquisa entrega ao professor, nota boa no boletim e um estranho gostinho de amargo na boca.
Eis que pouco mais de dois anos depois vejo em um telejornal o desmoronamento de diversos morros, em razão das chuvas, com destaque para o Morro da Carioca, localizado nessa mesma Angra que me desanimou.
O deslizamento de terra aconteceu na madrugada do dia 1º de janeiro de 2010.
As cenas embrulharam meu estômago, me deixaram triste.
Aquelas pessoas não precisariam ter morrido, era só respeitar a natureza, me dói imaginar o desespero das vítimas e de suas famílias.
A todas as famílias e amigos, meus sinceros sentimentos e desejo de força para superarem tamanha dor.
O balanço da Prefeitura de Angra dos Reis, no Rio, informa que, de acordo com a última atualização da Defesa Civil Municipal, o número de desalojados chega a cerca de 1.500 pessoas (conforme divulgado na Agencia Estado).
Agora o governo planeja ecolimites em morros de Angra dos Reis (o que segundo o mesmo, já foi duramente criticado em tentativas anteriores. Veja a matéria completa no site da Agência Brasil).
"Não da pra separar as duas coisas".
As pessoas precisam de um lar, mas é preciso também respeitar a natureza.
Desrespeitá-la fere apenas um dos lados, o mais fraco: os seres humanos.
Que em 2010 os governos se conscientizem das suas responsabilidades, conferindo moradia digna e qualidade de vida aos cidadãos desse gigante Brasil.
Que em 2010 a população se conscientize de que a natureza responde a todas as nossas ações. E que em 2010 possamos reverter a tempestade em garoa, porque de verdade, faz falta...
E com chuva na janela e relâmpagos no céu, eu encerro a primeira atualização do ano.
"Cuidar de meio ambiente é cuidar de gente, não da pra separar as duas coisas".
Desde o inicio eu entendi o que isso queria dizer, na verdade a cada dia eu tenho mais certeza disso.
Eu estive correndo com o fim de ano e acumulei três textos que fiz pra postar aqui pra vocês, sobre a COP15, sobre o natal e outro de ano novo; mas hoje vou atropelar a ordem natural das coisas, porque esse inicio de 2010 me chamou a atenção (mais uma vez) pra esse fato tão obvio: 'não da pra separar as duas coisas'...
As chuvas estão fortes por aqui e a terrinha da garoa há muito se tornou a terra da tempestade. Ao mesmo tempo em que diversas cidades são atingidas e muitas vidas se perdem. O governo culpa a chuva, a chuva castiga o povo, o povo culpa o governo e todos culpam deus. Mas será que ninguém tem culpa??
Certa vez eu e meu grupo de faculdade fizemos um trabalho sobre Angra dos Reis - RJ, a região com a maior quantidade de Mata Atlântica preservada do Brasil. Coincidencia ou não, eu faria uma viagem e passaria por Angra, o que muito me alegrou, pois além de me ajudar no trabalho acadêmico, ainda poderia ver de perto esse paraíso.
Mas ao chegar (pelo oceano) a decepção:
Deparei-me com construções feias (sim, porque nem a casa mais luxuosa é bonita se estiver construida no meio da natureza. É como uma cicatriz num belo rosto), um shopping gigante, 'coisas' enormes perfurando o solo atras do ouro negro, usina nuclear, a água turva e oleosa pelo excesso de embarcações e muito barulho.
O belo se manteve nas ilhas, acessíveis apenas aos turistas dispostos a gastar em abusivas 'viagens' de barquinho.
Onde estava a natureza selvagem, parte dos 7% sobreviventes de mata atlântica? Sim, sobraram apenas 7% desse bioma... E os outros 93%? O homem comeu (tendo como pratos principais a pecuária e a especulação imobiliária).
Voltei pra terra da garoa, ops da tempestade, do trânsito e da poluição; revoltada e desapontada. Pesquisa entrega ao professor, nota boa no boletim e um estranho gostinho de amargo na boca.
Eis que pouco mais de dois anos depois vejo em um telejornal o desmoronamento de diversos morros, em razão das chuvas, com destaque para o Morro da Carioca, localizado nessa mesma Angra que me desanimou.
O deslizamento de terra aconteceu na madrugada do dia 1º de janeiro de 2010.
As cenas embrulharam meu estômago, me deixaram triste.
Aquelas pessoas não precisariam ter morrido, era só respeitar a natureza, me dói imaginar o desespero das vítimas e de suas famílias.
A todas as famílias e amigos, meus sinceros sentimentos e desejo de força para superarem tamanha dor.
O balanço da Prefeitura de Angra dos Reis, no Rio, informa que, de acordo com a última atualização da Defesa Civil Municipal, o número de desalojados chega a cerca de 1.500 pessoas (conforme divulgado na Agencia Estado).
Agora o governo planeja ecolimites em morros de Angra dos Reis (o que segundo o mesmo, já foi duramente criticado em tentativas anteriores. Veja a matéria completa no site da Agência Brasil).
"Não da pra separar as duas coisas".
As pessoas precisam de um lar, mas é preciso também respeitar a natureza.
Desrespeitá-la fere apenas um dos lados, o mais fraco: os seres humanos.
Que em 2010 os governos se conscientizem das suas responsabilidades, conferindo moradia digna e qualidade de vida aos cidadãos desse gigante Brasil.
Que em 2010 a população se conscientize de que a natureza responde a todas as nossas ações. E que em 2010 possamos reverter a tempestade em garoa, porque de verdade, faz falta...
E com chuva na janela e relâmpagos no céu, eu encerro a primeira atualização do ano.
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A tragédia em Angra dos Reis - RJ
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Seu sangue é bom?
Por onde correr? Pra que lado ir? Com quem falar? Por onde começar?
A garota se perde no meio de tantas causas, tantas lutas.
Dentre todas as ideologias que defende, hoje clama por uma: A doação de sangue!
Não dói, não emagrece nem engorda, não faz falta e o mais importante: salva vidas.
Sangue bom é o sangue compartilhado.
Amanhã pode ser você ou um ente querido vitimado por um acidente ou doença, em uma cama de hospital necessitando de sangue.
FAÇA SUA PARTE!
Tenha hábitos de vida saudáveis. Doe sangue, salve vidas!
Segue link de um vídeo sobre a doação e o site da Fundação Pró-Sangue (divulgado com prazer) para esclarecer quaisquer dúvidas.
www.youtube.com/watch?v=t09eZpDC-YE
www.prosangue.sp.gov.br
Essa luta também é sua!
A garota se perde no meio de tantas causas, tantas lutas.
Dentre todas as ideologias que defende, hoje clama por uma: A doação de sangue!
Não dói, não emagrece nem engorda, não faz falta e o mais importante: salva vidas.
Sangue bom é o sangue compartilhado.
Amanhã pode ser você ou um ente querido vitimado por um acidente ou doença, em uma cama de hospital necessitando de sangue.
FAÇA SUA PARTE!
Tenha hábitos de vida saudáveis. Doe sangue, salve vidas!
Segue link de um vídeo sobre a doação e o site da Fundação Pró-Sangue (divulgado com prazer) para esclarecer quaisquer dúvidas.
www.youtube.com/watch?v=t09eZpDC-YE
www.prosangue.sp.gov.br
Essa luta também é sua!
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